Alverca: incêndio num armazém de paletes PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Escrito por António Rodrigues   
Quinta, 16 Fevereiro 2012 13:49

Proprietários suspeitam de mão criminosa na origem de incêndio em armazém

O incêndio que deflagrou esta madrugada num armazém de paletes de madeira, em Alverca, está em fase de rescaldo e na sua origem deverá estar mão criminosa, disse um dos proprietários da empresa.


"Na origem do incêndio deverá estar mão criminosa", disse à Lusa Carlos Queirós, um dos proprietários de uma empresa que funcionava no armazém.

 

"A empresa, que emprega uma dezena de trabalhadores, existia há dez anos e ficou totalmente destruída. Os prejuízos são incalculáveis", adiantou.

No armazém funcionavam duas empresas, a Gespaltrans e a Arti-paletes, que trabalhavam em parceria no negócio de compra, venda e reparação de paletes de madeira.

Também José Carvalho, o proprietário da Arti-paletes, acha "muito estranho" a forma como deflagrou o fogo, porque "no local só ardeu o armazém, não tendo sido atingidas as zonas de mato que existem perto".

Ainda sem valor calculado, os prejuízos são elevados.

Carlos Queirós adiantou que o armazém ficou destruído, tendo ardido quatro empilhadoras, duas viaturas pesadas de transporte, o reboque do pesado, ferramentas, compressores, serras e mais de dez mil paletes de madeira.

"Apesar da destruição, a intenção é voltar a abrir o negócio", disse.

Também José Carvalho disse à Lusa que os prejuízos são grandes e que só após uma maior avaliação dos estragos será ponderada a possibilidade de reabrir o negócio naquele local.

Na Arti-paletes, onde trabalhavam três pessoas, ardeu uma empilhadora, compressores, máquinas de cortar e dez a quinze mil paletes de madeira.

O comandante dos Bombeiros de Alverca, Vasco Martins, disse à Lusa que o incêndio, que deflagrou às 4.27 horas, já está em fase de rescaldo, esperando-se que os trabalhos continuem até ao meio da tarde.

O incêndio levou ao corte da Estrada Nacional 116 entre Alverca e Bucelas nos dois sentidos, prevendo-se a sua reabertura após o fim dos trabalhos de rescaldo.

No local encontram-se 16 corporações de bombeiros, apoiadas por 12 veículos.

O fogo já está a ser investigado pela Polícia Judiciária que foi chamada ao local pelos proprietários do armazém.

in JN

 

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