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| Jaime Soares. "Transporte de doentes não urgentes continua em análise até ao final deste mês" |
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| Escrito por António Rodrigues |
| Sexta, 17 Fevereiro 2012 16:31 |
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Jaime Soares, que falava à saída de uma reunião com o secretário de Estado da Saúde, realizada em Lisboa, admitiu haver ainda "diferenças muito grandes" no que respeita ao transporte de doentes de socorro e de ambulância, mas como as negociações não estão encerradas, escusou-se a revelar quais os pontos da discórdia.
Apesar de se mostrar esperançado de que A Liga venha a conseguir os objetivos que pretende - "A defesa dos interesses da Liga dos Bombeiros Portugueses para melhor servir os portugueses" -, o presidente do organismo admitiu que, caso isso não aconteça, a estrutura pode vir a tomar "atitudes consentâneas com essa situação". Questionado sobre que tipo de atitudes, nomeadamente se ponderam deixar de fazer o transporte de doentes, Jaime Soares negou que tal possa vir a acontecer, mas admitiu o recurso a "outras formas de luta". "O país precisa de saber, penso que já o sabe, mas o Governo precisa de saber até que ponto vai a força dos bombeiros portugueses. Eu gostaria que não tivéssemos de vir a fazê-lo publicamente mas, se tivermos que ir por esse caminho, não tenha dúvidas nenhumas de que o faremos; não recuaremos nem um milésimo de segundo", frisou. "Deixámos em cima da mesa, bem definido, quais são as diferenças e quero dizer que, neste momento, são muitas, não posso dizer-lhes, em circunstância alguma, de que estejam facilitadas as negociações, mas também não seria correto da minha parte se não dissesse que houve abertura do secretário de Estado para que estas negociações continuem, até podermos encontrar a consensualização que sirva ambas as partes", referiu. Preço do quilómetro, horas de espera nos hospitais, taxa de saída, taxa de aplicação de oxigénio e necessidade de os bombeiros cobrarem aos utentes a parte restante que o Estado não comparticipa são alguns dos pontos de discórdia entre a Liga dos Bombeiros e o Ministério da Saúde, mas sobre as quais Jaime Soares se escusou a dizer quais as matérias em que a Liga poderá ceder. Se fosse a responder na base dessas perguntas, "parecia que os Bombeiros portugueses só estão preocupados com o dinheiro ou com o valor que vão cobrar; não, os bombeiros portugueses, neste regulamento, estão preocupados com a qualidade do serviço que sempre prestaram e querem continuar a prestar, e há nessa área um conjunto de situações em que não estamos em acordo", afirmou. "E também isso reflete-se no que possa ser o preço por quilómetro, o tempo de espera ou tudo o que lhe está subjacente, uma coisa está implícita e não pode ser tratada separadamente", disse. Admitiu porém que a Liga e o Ministério não concordam com o preço do quilómetro, mas o tempo de espera e a aplicação das taxas de oxigénio são assuntos que ainda não foram tratados. Porque, "se não estão definidas as regras regulamentares da nossa prestação ou do que o Ministério pretende de nós em termos dessa prestação de serviços, não valia a pena estarmos a discutir outros aspetos", disse, acrescentando que, por isso, é que aguardam até ao fim do mês, admitindo acreditar que, "em alguns aspetos, seja possível conciliar pontos de vista". Segundo o presidente da Liga, os bombeiros pretendem que seja regulamentada toda a estrutura de funcionamento assim como que fique expresso o que o Ministério entende por transporte de doentes, em emergência ou em ambulâncias, e a partir daí saber quais são as contrapartidas para o exercício dessa função. in JN |






















































